20/01/2014

Cultura entre colunas

Foto: Júlio Tavares

Tendo como missão “incentivar, divulgar e amparar, por todos os meios ao seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes visuais, visando o desenvolvimento e aprimoramento cultural do povo brasileiro”, o MASP é, hoje, considerado um dos mais importantes museus de arte ocidental do hemisfério sul, sendo parada obrigatória para os turistas que, de todas as partes do mundo, buscam usufruir da diversidade existente na maior cidade do país.Em meio à movimentada região tida por muitos anos como um dos polos econômicos da cidade, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP quebra com o cotidiano tumultuado dos enormes edifícios da Avenida Paulista, abrindo espaço não somente para as manifestações artísticas, mas, também, culturais. Isso porque além das obras expostas no prédio, seu vão livre, tido atualmente como o maior do mundo, serve de palco para músicos independentes, feirinhas, peças ao ar livre e artesãos.

Localizado inicialmente na rua Sete de Abril, também em São Paulo, o MASP foi inaugurado no dia 2 de outubro de 1947, tendo Vitrine das formas, uma apresentação dos objetos através do século, como exposição de destaque. Foi só em 1957, quando Chateaubriand era presidente de honra, que foram iniciadas as obras da estrutura atual, projetada por Lina Bo Bardi e inaugurada em 7 de novembro de 1968, com a presença da Rainha da Inglaterra, Elisabeth II.

Apenas um ano após a abertura da nova sede, em 1969, seu acervo, que hoje conta com aproximadamente oito mil peças, foi tombado como Patrimônio Histórico Artístico e Cultural pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado, e, em 2003, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O conjunto de itens pertencentes ao MASP já foi exposto em diversos lugares, como o Palácio das Laranjeiras e o Museu Nacional de Belas Artes, localizados no Rio de Janeiro.

Em 1990, as grandes colunas foram pintadas de vermelho, criando uma composição de formas e cores identificada por todos que passam pelos arredores do museu. Em 1993, como uma homenagem à arquiteta idealizadora do projeto, o famoso Vão Livre foi nomeado “Esplanada Lina Bo Bardi”. Quando comemorou 50 anos de existência, em 1997, o MASP registrou um total de 850.000 visitantes!

Logo após a virada do século, o prédio tem a conclusão do seu primeiro processo de restauração. Com João da Cruz Vicente de Azevedo – advogado, empresário e colecionador brasileiro – como atual presidente, o MASP agora abriga um total de 6 exposições, além de seu tradicional acervo. Dentre elas, duas merecem destaque: “Corpos e Rostos”, de Lucien Freud; e aquela dedicada aos trabalhos dos três artistas vencedores do Prêmio MASP de Artes Visuais 2013, Regina Silveira, pelo conjunto da obra, Odires Mlá Szho, como exposição do ano e Rodrigo Braga, como artista emergente. Se você ficou curioso para conferir, saiba que datas previstas para término são, respectivamente, 02 de fevereiro e 16 de março deste ano.

Abrigando o mais variado leque da arte, as exposições do MASP vão da pintura clássica à fotomontagem contemporânea, passando pela escultura barroca sem impor restrições quando o assunto é inspiração e criatividade. Por tudo que representa, o museu será tema de outras publicações da equipe ArteConteúdo durante 2014.

Juliana Milan é estudante do 2º ano do curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e atua como Assistente de Comunicação na ArteConteúdo.


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