31/03/2017

3 importantes lições que aprendemos com Marshall B. Rosenberg

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Psicólogo norte-americano e autor do best-seller Comunicação não-violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, Marshall B. Rosenberg é o responsável pelo desenvolvimento de um conceito fundamental para quem deseja, de alguma forma, transformar o cenário tomado pela intolerância e pela repressão em que vivemos atualmente. Vítima de inúmeros episódios de violência física e emocional por sua origem judaica, o autor personifica as teorias e os exercícios práticos que compõem sua obra, que tem como principal objetivo disseminar habilidades que vão de encontro aos conflitos que tomam o mundo há séculos por meio do aperfeiçoamento da nossa consciência sobre como nos comunicamos, em todos os sentidos. Ela é um verdadeiro guia de como nos mantermos lúcidos e compassivos diante de qualquer desavença.

Aqui na AC, essa é uma leitura mais do que recomendada: ela vem mudando a maneira como cada um de nós enxerga diversas situações e como respondemos ao dia a dia. Por isso, reunimos aqui três dos aspectos que mais nos chamaram a atenção e que queremos compartilhar com quem nos cerca para que essa inspiração possa seguir adiante. Aliás, Aline Tieppo: muito obrigado!

1. Antes de reagir a qualquer situação, devemos dedicar um tempo à observação.

Dos quatro passos pelos quais Marshall resume a prática da Comunicação não-violenta, observar é o primeiro deles. Isso porque nossas reações imediatas podem estar carregadas de julgamentos precipitados que desencadeiam sentimentos como a raiva, a mágoa e o medo. Ele explica que esses são os verdadeiros combustíveis da violência e que, por isso, devem ser combatidos. Observando o que acontece com atenção, conseguimos nomear o que realmente sentimos para que, então, possamos nos expressar de maneira honesta e clara, o que gera aproximação, compaixão e empatia. Intencionalidade e objetividade são elementos que não podem faltar para criarmos ambientes de conexão.

2. Precisamos ter cuidado para não confundir o que sentimos com o que, na verdade, estamos pensando.

Na maioria das vezes, tendemos a expressar o que achamos a respeito do que os outros estão pensando ou como estão se comportando ao invés de realmente demonstrar o que sentimos a respeito de uma determinada situação. Em outras palavras: nos debruçamos sobre suposições no lugar de lidar com fatos. Da mesma maneira que podemos estar enganados sobre o que entendemos das reações das outras pessoas, elas podem se confundir ou se ofender com o que falamos, já que se trata de uma interpretação pessoal do que foi ouvido. Se as pessoas se sentem julgadas pelo que disseram, por exemplo, elas naturalmente se armarão em defesa própria, o que também bloqueia a compaixão e a empatia e alimenta o que desencadeia a violência emocional e, em situações extremas, a física.

3. O sentimento que temos ao receber uma crítica é de nossa responsabilidade.

Das diversas maneiras pelas quais podemos reagir a uma crítica, escutar os nossos próprios sentimentos e necessidades é a mais produtiva. Dessa forma, paramos de culpar a pessoa que nos transmitiu uma mensagem negativa pelo que ela nos despertou e focamos em realmente resolver as situações que deram origem àquela colocação.

Gostou? Esperamos que tenha ficado curioso, pois a obra é repleta de descrições sobre situações concretas e exercícios que fazem da leitura uma atividade dinâmica, agradável e ativa. Com certeza vale a pena conferir!

Título: Comunicação não-violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais
Autor: Marshall B. Rosenberg
Publicado por: Editora Agora
Número de páginas: 285

 

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31/03/2017

Abstract: The Art Of Design e o sentimento como processo criativo

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31/03/2017

AC Podcast #002 – Tecnologia e Redes Sociais: ajudam ou atrapalham?

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Chegou mais um podcast AC! Nessa segunda edição, nós discutimos qual é a melhor rede social para cada um de nós e quais são as nossas apostas para as novas tecnologias. Será que estamos preparados para o que está por vir? Partindo de plataformas como o ICQ, até o famoso e atual Snapchat, a pergunta que fica é a seguinte: qual será o futuro dessas mídias? A tecnologia aproxima quem está longe ou afasta quem está por perto? Coloque o fone e aperte o play, você não vai se arrepender!

*Os dados apresentados neste podcast foram coletados no início do segundo semestre de 2016.
 

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31/03/2017

Enriqueça a maneira como você aproveita o seu tempo livre com esses aplicativos!

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31/03/2017

Mindfulness: controle os sintomas da ansiedade rapidamente e em qualquer momento do dia

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Felizmente, o equilíbrio emocional vem ganhando cada vez mais atenção e espaço nos ambientes corporativos, tornando-se tão valorizado quanto aspectos pragmáticos, como a qualificação profissional. Acompanhando a evolução de nossos parceiros ao longo dos nossos 5 anos de história, por exemplo, percebemos o crescimento dos investimentos em iniciativas que ajudam as pessoas a lidar com os desafios da realidade altamente competitiva do mercado e, assim, reduzam o desgaste mental e combatem a ocorrência de depressão e de estresse. Fato, no entanto, é que o tempo anda escasso para todo mundo e, dificilmente, conseguimos dedicá-lo exclusivamente ao cuidado de nossos sentimentos.

Aqui na AC, refletimos com frequência sobre a complexidade desse cenário e, por isso, achamos importante dividir com quem acompanha o nosso Mural uma prática que pode se tornar uma grande aliada para quem busca alternativas para controlar o estresse e a ansiedade em meio a uma rotina agitada: o Mindfulness, também conhecido como “estado de atenção plena”. Esse conceito nos ensina a colocar o corpo e a mente em equilíbrio em qualquer lugar e a qualquer momento do dia por meio de exercícios rápidos e discretos. Assim, podemos amenizar o mal-estar causado pela pressão psicológica e evitar as ações por impulso. Sim, trata-se de um convite para conseguirmos lidar com os problemas de maneira mais tranquila e assertiva!

Aqui, listamos alguns dos exercícios que, facilmente, podem ser inseridos na nossa rotina de trabalho. Vale dizer que essas recomendações foram selecionadas dentre muitas apresentadas por especialistas na área. Confira:

 

No caminho do escritório

- Perceba o seu corpo e os movimentos que ele faz. Ao andar, tente focar em cada gesto: repare em como as pernas se movem, no impacto que sente quando pisa no chão e no movimento dos braços se mexendo.

 

Durante o expediente

- Invista em intervalos de três minutos para respirar com calma. Pode ser no banheiro, em uma sala reservada ou enquanto busca um café. O importante é aproveitar alguns momentos para inspirar e expirar profundamente. Tente ignorar seus pensamentos e focar a atenção exclusivamente à dinâmica do seu corpo durante a entrada e a saída do ar.

- Sem sair da sua cadeira, pare o que está fazendo e observe a sua postura e o som ao redor por alguns instantes. Repare em como você se sente e foque somente nisso. Dê voz ao que se passa em sua mente e, assim, descodifique o que sensações ruins estão querendo lhe dizer para que possa tornar a sua jornada mais positiva.

 

No horário do almoço

- Olhe para o seu prato e pense sobre ele: nas cores, na disposição dos alimentos e no cheiro. Somente depois, saboreie devagar, notando aspectos como temperatura, textura e gosto. Note que está dando ao seu corpo a energia que ele precisa para enfrentar o restante do dia. Em resumo, tente não encarar seu almoço apenas como mais uma tarefa do dia. Lembre-se que esta é uma demanda vital.

 

Quer saber mais? A Monja Coen, figura querida e cheia de conhecimento para quem busca por conteúdos relacionados à prática da meditação e à procura pelo bem-estar, fala sobre os benefícios de buscarmos a consciência plena em uma inspiradora palestra para o TEDx Talks, que você pode acessar aqui.  Logo nos primeiros minutos, ela propõe um excelente exercício de respiração para termos em mãos no dia a dia!

Dê uma chance para as novas experiências e Namastê!

 

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30/03/2017

Jaime Prades e a ressignificação do cotidiano por meio das artes

Título Jaime Prades

 

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25/03/2017

AC Entrevista: Porque o empreendedorismo também é lugar de mulher!

 
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Ao longo da última semana de setembro, todos que acompanham a nossa página no Facebook terão contato com a primeira série sequenciada que produzimos para o quadro AC Entrevista, que será agrupada aqui conforme a divulgação dos vídeos nos dias 25, 27 e 29. Por meio dela, quisemos explorar em mais um projeto autoral as nuances de um tema que muito admiramos por aqui: o empreendedorismo feminino, que, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) cresceu em 34% nos últimos 14 anos!

Os encontros enriquecedores que tivemos com as idealizadoras de três diferentes iniciativas deram origem a um material que, além da importância social das mulheres tomarem a frente dos negócios, permearam assuntos como os reflexos da promoção da autonomia financeira feminina, a força da rede de contatos desse movimento, as alternativas de negócios para combate ao assédio e ao machismo, a intolerância, a autoestima e o empoderamento.

Venha conhecer conosco parte das histórias de vida e de três empresas fundadas por cinco mulheres entre as quase 8 milhões de empresárias que o nosso país abriga atualmente! Que suas experiências possam nos inspirar a seguir inovando, nos fazer refletir a respeito da realidade em que vivem as mulheres hoje e fortalecer projetos como os seus.

 

AC Entrevista: Bee Reis (F.A.T.) from Vinícius Veloso Marreiros on Vimeo.

 

AC Entrevista: Camila Fraga e Maria Spector (Caetana) from Vinícius Veloso Marreiros on Vimeo.

 

AC Entrevista: Ana Luisa Monteiro e Katherine Pavloski (M'Ana – Mulher conserta para mulher) from Vinícius Veloso Marreiros on Vimeo.

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24/03/2017

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13/03/2017

Teremos transgeneridade no cinema, sim!

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Você já parou para pensar sobre como se sentiria se não conseguisse se identificar nos personagens que vê nas telonas? O que elas exibem, na maioria das vezes, é um reflexo da história e dos caminhos futuros da nossa sociedade e, dessa forma, podem ser encaradas como um excelente termômetro do que conquistou espaço e atraiu a atenção das pessoas, estejam elas por trás do produto ou o consumindo junto de seus baldes de pipoca.

É por isso que, hoje, muito falamos sobre representatividade e o importante papel dos meios de comunicação para o empoderamento dos grupos minorizados e a disseminação de uma cultura que respeita e acolhe as diferenças. O cinema, nessa lógica, é uma das formas que encontramos para abrir as nossas mentes.

Já estamos acostumados com as mocinhas apaixonadas dos filmes de romance, com os caras descolados dos filmes de ação e, mais recentemente, com toda a riqueza da diversidade dos casais homossexuais, que vêm escancarando preconceitos e quebrando as barreiras dos padrões heteronormativos. Mas e a transgeneridade? Como anda nesse meio? Esperamos que essa entrevista possa abrir os olhos para esse assunto tão necessário e transformador: aperte o play e conheça a Julia Katharine, uma das primeiras mulheres trans a dirigir um filme no Brasil!

 

 

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30/03/2016

Design Gráfico Também é Comunicação?

Mural - Design também é Comunicação

Tayla Sanchez

Sabe a sua revista preferida? E aquele site que você adora visitar? Ou ainda, aquele comercial legal que toca aquela música que você adora? Você já parou para pensar quem são os responsáveis por essas criações?

As pessoas que desenvolvem esses projetos, muito presente no nosso dia a dia, são profissionais de diferentes áreas da comunicação. Com trabalho em equipe, essas mentes brilhantes cooperam uns com os outros para que o resultado chegue até você.

No Brasil, segundo o Guia do Estudante, existem 18 carreiras diferentes para quem deseja trabalhar com informação. Uma pesquisa realizada pelo INEP afirma que 3% dos alunos regularmente matriculados estão em busca de um diploma na área de comunicação.

Todos os profissionais têm o mesmo objetivo: expor as ideias de forma clara e objetiva para seu público. Por exemplo, o jornalista é responsável por dar a notícia, o publicitário cria os anúncios e os produtores de rádio e TV se encarregam da cenografia e gravação do comercial. E sabe quem dá vida às ideias dessa galera? São os designers.

Segundo Dalmir, fundador do site Designers Brasileiros, no processo de criação da identidade visual de uma marca, produto ou empresa devem ser levados vários fatores contextuais como: entender a marca e o seu público, criar vários esboços e modelos, além de planejar como essa identidade visual será usada em diferentes mídias. O Instagram, por exemplo, pode ser facilmente reconhecido apenas pela imagem que caracteriza a rede social: uma câmera Polaroid.

Matheus é um dos designers gráficos aqui na AC. Ele afirma que só descobriu a área quando era estudante de Publicidade e Propaganda na Faculdade Cásper Líbero. “Tive contato com isso lá. O principal trabalho do designer é encontrar soluções que sejam interessantes para os clientes e ser criativo, embora este não seja um dos principais requisitos do profissional. Eu não acredito nessa coisa natural do processo de produção, que um dia vou acordar e ter aquele insight genial”, garantiu.

João de Souza Leite era assistente de Aloisio Magalhães, conhecido por desenvolver as primeiras famílias do dinheiro brasileiro, e conta que o designer não gostava da palavra criatividade. “Ele queria resolver os problemas de comunicação tal qual se colocavam naquele momento, com raciocínio lógico e representação objetiva”, afirma.

Michelle, que também trabalha na AC, é estudante de Design da Anhembi Morumbi. Ela garante que essa área está mais presente na vida das pessoas do que elas imaginam e que seria legal se todos tivessem um pouco de conhecimento sobre o assunto. “Abrange praticamente tudo na vida. Quando se tem uma cara, uma marca ou uma característica  há o design no meio”. Ela também não acredita que a criatividade seja a peça-chave para a área. “Quando você pesquisa, ela cresce. A pessoa não nasce cheia de ideias, ela vai tendo contato com o mundo e adquirindo referências. Conhecendo os projetos que já foram desenvolvidos, há uma chance menor de repetir aquela ideia. Não há cópia”, afirmou.

 

Pintura digital: quais são os principais desafios dessa profissão?

Quem opta por trabalhar com produção de conteúdo deve ficar sempre atento no rola a sua volta. São as atualizações dos diferentes softwares, por exemplo, que ajudam a melhorar cada vez mais a qualidade dos projetos desenvolvidos. Já pensou que barra seria se o Photoshop tivesse apenas uma versão?

Matheus diz que é preciso ralar para ficar ligado nas atualizações. “É muito importante, para tornar-se um profissional cada vez melhor”, disse ele.

João de Souza Leite afirma que a maior preocupação da profissão é criar símbolos “absolutamente estáveis” e que “durem muito”, uma forma de eternizar a marca ou a empresa de forma clara e objetiva.

Ambos os designers gráficos que trabalham na AC garantem que é diferente quando comparado com outros lugares onde já trabalharam. Aqui, Matheus e Michelle são desafiados diariamente a colocar a mão na massa e sempre aperfeiçoar as suas atividades. “Sinto que temos mais cuidado com as peças, mesmo que o prazo esteja curto temos que entregar com a qualidade que o cliente merece”, afirma ela.

 

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24/03/2016

Jogos Olímpicos: Rio 2016

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19/03/2016

Uma Nova Visão do Mundo

Mural - Deficiência Visual

Devido ao impacto que sentimos enquanto construíamos essa matéria, pela primeira vez a AC também está disponibilizando o texto em áudio!

Tayla Sanchez

Durante as reuniões de pauta da galera para definir o próximo assunto a ser abordado aqui no Mural são sugeridos vários temas que consideramos interessantes. Foi num desses encontros que surgiu a ideia: porque não falarmos sobre acessibilidade? Nós nunca tínhamos parado para pensar sobre como deve ser difícil pegar o metrô sem conseguir definir seu sentido, por exemplo, ou até mesmo diferenciar uma pessoa de um poste. Mas acredite: depois que passamos a correr atrás dessa matéria começamos a pensar mais naquele cara que não consegue ver o sorriso da sua mulher nas fotos do casamento e também na mãe que nunca pode presenciar o sorriso sincero do seu bebê.

E como os deficientes visuais enxergam o mundo? Esse foi o primeiro questionamento que surgiu quando alimentávamos essa ideia.

Exemplos de superação

Enquanto muita gente reclama que não aguenta mais ouvir falar de política no telejornal, Ricardo Tadeu se torna desembargador do TRT PR – Tribunal Regional do Trabalho do Paraná e Rober to Bolonhini, graduado em direito, mestre e doutor fica conhecido por decorar todo o código civil brasileiro. A nossa surpresa sobre estes personagens? Eles são cegos.

E nessa busca por pessoas que possam contar mais sobre suas experiências de vida e as outras for mas de perceber o mundo encontramos Sérgio Ricardo da Silva. Um senhor, aposentado, de 53 anos, típico brasileiro, falador – como ele mesmo diz – com um imenso auto astral e uma vontade de viver gigantesca.

Conhecendo melhor nosso novo amigo

Cego há oito anos por conta de um problema de saúde, uma diabetes mal cuidada, Sérgio veio até a AC bater um papo com a gente e nos contar mais sobre sua rotina. E sua primeira declaração inesquecível foi que “independentemente da sua condição é preciso manter a mente ativa e evitar outras doenças, como a depressão”.

Auto declarado acompanhante da sua mulher, e não o contrário, ele nos conta que está sempre se movimentando pela cidade por conta própria. Quase que semanalmente faz o caminho da sua casa até a loja de chocolates preferida, utilizando o transporte público na companhia apenas da sua bengala. E afirma, várias vezes, que para ele viver não tem limites porque “a vida foi feita para ser vivida”.

Como católico praticante, esse cara faz visita a presídios e tem como meta nunca reclamar da vida pois “se há uma dificuldade, é só olhar para o lado e perceber que existem pessoas com transtornos maiores que os seus. É preciso agradecer pelo problema ser desse tamanho, isso significa que você tem condições de solucionar”.

Os filmes exibidos nos cinemas e as peças de teatro oferecidos com sistema de áudio descrição, além de áudio books que Sergio mantém por perto, são apenas algumas formas que ele encontra para se divertir. Fã assumido de séries, ele nos conta que pede ajuda para a esposa, de vez em quando, para entender o que aconteceu no final do episódio.

Numa pesquisa rápida com o pessoal que estava aqui na AC, quando o Sérgio veio nos visitar – mais precisamente cinco pessoas contando com nosso novo amigo – constatamos que 80% de nós nunca pulamos de paraquedas: Sérgio foi a exceção. “Isso aconteceu no ano passado e a sensação é maravilhosa! Agora eu quero saltar de bungee jump, mas minha mulher disse que pede o divórcio”, contou em meio à risada solta que o caracteriza.

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Algumas das séries que o Sergio acompanha

E as tecnologias, ajudam?

Criadas para nos ajudarem de todas as formas possíveis e imagináveis, desde o disket preto que você espetava no computador para salvar um arquivo em Word – mas cabia um só e olhe lá – até o mais moderno celular que, se duvidar, faz até seu café. Mas… existem tecnologias que foram criadas pensando em expandir a acessibilidade para àqueles que precisam?

Sergio garante que se mantém sempre ligado nas novas atualizações para facilitar no seu dia a dia. “Quando estou em um taxi, por exemplo, o motorista já chegou a questionar sobre minha falta de visão porque fui comentando sobre o caminho. Mal sabia ele que eu estava com o celular ligado, utilizando fones de ouvido e um aplicativo que me dizia onde eu estava”, disse. Ele ainda contou que os dispositivos que mais suprem mais as suas necessidades são os da Apple, que operam com o sistema iOS. Com relação ao sistema Android, Sergio garante que tentou, mas não conseguiu se adaptar às suas atualizações.

Utilizado pela Apple, o sistema oferece diversos recursos para quem tem necessidades especiais, sejam elas relacionadas à visão, audição, coordenação física ou aprendizado e alfabetização. Alguns dos recursos que fazem parte da vida do Sergio são: VoiceOver, leitor de tela que, através do toque, é possível ouvir qual aplicativo está sendo selecionado e a Siri, que envia mensagens, faz ligações e agenda reuniões – é aquele secretário pessoal disfarçado. Existem até monitores em braile, dá para acreditar?

O sistema Android não fica tão atrás quando o assunto é acessibilidade. O Talkback, por exemplo, tem a mesma função do VoiceOver, que é contar ao usuário tudo que está sendo realizado no aparelho através do toque. Mas existem também inúmeros aplicativos para download, como por exemplo o Georgie que, a princípio, tem a mesma finalidade dos outros dois, porém adicionando suas extensões esse aplicativo pode otimizar a ferramenta de câmera, identificar as cores de um objeto e dizer em voz alta e também scanear textos impressos e realizar a leitura.

                                                                                                                   logo georgie (2)  365941-siri-icon     pullout_icon     logo talk

Georgie, Siri, VoiceOver e Talkback

Existem pessoas que perderam a visão? Mas elas não nascem assim?

Muitas vezes, doenças que parecem simples são aquelas que mais precisam de cuidado especial. A catarata, por exemplo, é a principal causa de cegueira no mundo; felizmente reversível, segundo o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS). São mais de 522 novos casos por ano, no Brasil. Já a diabetes, que segundo dados do Ministério da Saúde afeta 7,4% da população brasileira, pode causar a perda completa da visão.

O que aprendemos com o Sergio?

Bem-humorado e com uma vibe super positiva, nosso novo amigo nos trouxe não apenas o aprendizado sobre algo que não conhecíamos: ele nos apresentou uma nova forma de enxergar a vida, mesmo com as dificuldades e as desavenças que enfrenta diariamente. Quando ele voltou para casa, nós ficamos com uma mensagem do Sergio ecoando em nossos corações: “a vida foi feita para ser bem vivida”. Aproveite!

 

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17/03/2016

Música na AC

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Confira algumas das músicas que fazem parte das playlists do time AC e veja três das canções preferidas de cada integrante. Se gostou da seleção, é só curtir a trilha que preparamos no Spotify!

 

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SUPERCOMBO | Amianto (2014)
Música: Matagal
A Supercombo é, possivelmente, uma das minhas bandas nacionais favoritas nos últimos anos. Das várias músicas lançadas desde 2008, “Matagal” é uma das quais me identifico. O discurso sobre não pertencer a lugar nenhum, o erro de cálculo nos ambientes e a nostalgia do tempo em que isso não era importante reverberam na minha cabeça.

DOOLEY WILSON | Casablanca: Original Motion Picture Soundtrack (1942)
Música: As Time Goes By
Apesar de “As Time Goes By” ser muito conhecida por figurar no filme Casablanca (1942), meu apego pela faixa veio em outra obra: Sonhos de um Sedutor (1972). Roteirizado e estrelado por Woody Allen, ele brinca e homenageia o filme de 1942 de diversas formas, com direito a música no encerramento. A incrível seleção de composições que Woody Allen faz para seus filmes com certeza contribuí para torná-lo um dos meus cineastas favoritos.

MOTION CITY SOUNDTRACK | Commit This to Memory (2005)
Música: Attractive Today
Pop Punk talvez seja o gênero musical que mais ouvi na minha vida. Escutar Green Day e Blink-182 me lembra uma época boa da minha infância. A Motion City Soundtrack, apesar de não ser uma banda nova – ano que vem, completa 20 anos -, eu só a conheci em 2014. “Attractive Today” foi uma das músicas que não consegui parar de ouvir durante, pelo menos, uns três meses seguidos.

 

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FALL OUT BOY | Infinity on High (2007)
Música: Thnks fr th Mmrs
Uma das minhas bandas favoritas e, sem dúvida, a melhor música. Em 2007, eu assistia ao clipe todos os dias na TV depois que chegava da escola. Fiquei triste quando a banda acabou, pois não tive a oportunidade de estar em um show, mas houve um reencontro e, em 2014, vieram ao Brasil. Naquele dia, 21 de maio, senti que estava de alma lavada.

BEYONCÉ | Beyoncé (2013)
Música: ***Flawless (feat. Chimamanda Ngozi Adichie)
Descobri recentemente que gosto mais da Beyoncé do que imaginava. Além de ser uma ótima cantora, a sua força e preocupação com causas sociais são admiráveis. Essa música que fala sobre empoderamento feminino, e usa parte do discurso de uma palestrante chamada Chimamanda Ngozi Adichie, é incrível! O discurso completo está disponível no TED, uma espécie de plataforma de palestras, eu recomendo para quem quer aprender sobre o que é o feminismo de verdade.

JUSTIN BIEBER | Purpose (2015)
Música: Sorry
Sou fã desde 2010 e, na verdade, não consigo eleger uma música favorita, mas, no momento, amo “Sorry” justamente por fazer parte dessa nova fase do Justin – esse é segundo single do álbum mais recente. Com um ritmo dançante e batidas produzidas por Skrillex e BLOOD, ele consegue demonstrar que já deixou de ser um ídolo teen e passou a ser tornar um artista pop, muito conceituado.

 

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FORFUN | Alegria Compartilhada (2011)
Música: Morada
Me apaixonei pela banda quando era adolescente e lembro, como se fosse hoje, a primeira vez que eu os vi ao vivo. Depois disso, nunca mais parei de ouvir. Essa música se tornou um mantra para mim, quando passo por alguma situação ruim, fecho os olhos e deixo a música me levar. Melhor meditação é aquela que faço com os fones de ouvido. Aliás, essa música é tão especial que já virou até tatuagem. Infelizmente, a banda terminou em 2015 e ainda bate uma tristeza toda vez que lembro disso, mas como diz a própria música “faço de mim casa de sentimentos bons”.

AMY WHINEHOUSE | Back to Black (2006)
Música: Back to black
Embora a letra não tenha aquela dose extra de ânimo, é muito fácil fechar os olhos e se imaginar em cima do palco ao lado de Whinehouse. Uma artista completa, na minha opinião, que infelizmente não conseguiuser forte o bastante para enfrentar essa “indústria da música” que exige muito do psicológico do artista – quem assistiu o documentário AMY sabe bem o que quero dizer. Essa é, sem dúvida, a melhor música para andar na chuva, enquanto me vejo rica e famosa na calçada da fama, em Hollywood.

THE BEATLES | Magical Mystery Tour (1967)
Música: All You Need is Love
Como não amar? Ouço Beatles desde que era adolescente e essa, sem dúvida, sempre foi minha música preferida. Também já virou tatuagem, e minha mãe deve adorar isso, justamente pela importância que ela tem para mim, pois acredito que seja tudoque o mundo precisa, e urgente: amor, amor e amor.

 

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O Rappa | Nunca Tem Fim… (2013)
Música:
Auto-Reverse
Sempre gostei muito de O Rappa e assim que essa música foi lançada eu já gostei muito. Além do ritmo/melodia, gosto muito da letra, que fala sobre como lidar com os desafios da vida, sem desistir, ficando atento às energias da vida que às vezes passam desapercebidas na correria do cotidiano. Para mim – e só posso dizer isso do meu ponto de vista – trata-se de uma mensagem positiva que me ajuda a ter garra extra para lidar com as demandas que vão surgindo de todos os lados. Conseguir estar vivo e brilhar como um cristal no meio do caos é algo que resume, de uma certa maneira, meus desejos.

MOBY | Play (1999)
Música:
Porcelain
Gosto muito dessa música, especialmente para trabalhar e já cheguei a ficar por mais de 4 horas com ela no modo repeat. Ao mesmo tempo em que ela me acalma e fortalece a concentração, as batidas servem como um café em formato mp3. A primeira vez que escutei esta canção do Moby (um adendo: ele é vegano) foi em 2008, durante uma feira de Relações Públicas na faculdade. Um dos grupos a utilizou como trilha para um vídeo e aquilo ficou na minha cabeça. De tempos em tempo sempre ouvia e, há uns dois anos, ela está na minha lista fixa (inclusive, estou escutando ela enquanto escrevo).

COLDPLAY | Ghost Stories (2014)
Música:
A Sky Full of Stars
Sou suspeito para falar de Coldplay, pois gosto de praticamente todas as músicas que eles já lançaram – com exceção do último CD, com o qual ainda não me acostumei. Para cada período da minha vida eu poderia elencar uma música deles e Sky Full of Stars é a do “momento”. Escuto ela em diferentes atividades, inclusive no trabalho; também em repeat por longas e longas horas. Sua sonoridade me dá uma sensação gostosa, de coisa boa – independentemente do tamanho do desafio que eu tenho para enfrentar no escritório, ela me soa como “vá em frente, tudo vai dar certo e é sempre hora de aproveitar a vida”.

 
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AC/DC |  Back in Black (1980)
Música: Back in Black
Back in Black é um daqueles sons que me ajudam a limpar a caixa de e-mail com uma tacada só. Som pesado que pede um volume alto, de maneira que você até fica preocupado se não está atrapalhando o pessoal em volta. Aliás, recomendo a lista inteira AC/DC que está em destaque no Spotify para um furioso dia produtivo.

CRIOLO | Nó na Orelha (2011)
Música: Lion Man
“Nó na Orelha” foi o álbum que ficou em loop no meu dia por vários meses. Nesse som, Criolo narra o dia-a dia em que muitas vezes ficamos presos e da dificuldade de realizar seus sonhos em uma sociedade que por muito tempo teve uma mobilidade social estagnada; quase um sistema de castas. Lion Man além de te fazer pensar sobre tudo isso, te dá vontade de sair para curtir um som com uma boa melodia e uma batida forte. “O Criolo qué colá, pra somar. Sempre foi assim”.

HANS ZIMMER | Interstellar: Original Motion Picture Soundtrack (2014)
Música: S.T.A.Y.
Caracterizo a trilha sonora orquestrada de Hans Zimmer para o filme Interstellar como uma “viagem non-sense nas ideias”. Se o filme de Christopher Nolan te intriga e te faz pensar sobre limites e transgressões no espaço/tempo, sem dúvida a trilha sonora tem um papel fundamental para isso. S.T.A.Y é uma música crescente que vai do dramático ao esperançoso e depois ao suspense, dentro de seis minutos – um bom teste de paciência para os ansiosos que gostam quando a “música começa logo”. Dica: quem gostar desse som, escute também o OST de Inception, também de Hans Zimmer, que é outro tapa na mente.

 

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15/03/2016

Carta sobre uma viagem ao cerrado

 

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São Paulo, 15 de julho de 2016.

É, eu sei que muito provavelmente não faça sentido você receber uma carta feita por você mesmo há tanto tempo. Mas, se te conheço de alguma maneira, acredito que ainda pense com certa frequência na frase que ouviu do Seu Osmar, durante uma das viagens que fizeram a trabalho pela querida ArteConteúdo: “o cerrado não precisa da gente, nós é que precisamos dele”. Quanta sabedoria em alguém que muitos consideram como sendo apenas mais uma pessoa simples… Quanta revolução em um saber tão genuíno, natural.

Ter a oportunidade de passar cinco dias em Goiás, conhecendo o trabalho do pessoal da COOPCERRADO e da Beraca foi algo que te marcou, Tito. Conhecer figuras como o Adalberto, o Galdino e tantos outros filhos da terra te fez pensar – e acredito que ainda faz – sobre seu papel no mundo e como é possível transformar problemas tão enraizados no cotidiano do nosso entorno em oportunidades de melhoria.

Não consigo imaginar o quanto de memória nós – acho que posso chamar a minha pessoa em dois tempos diferentes de nós, certo? – ainda temos, mas consegue fazer um esforço para se lembrar das paisagens maravilhosas que vimos em São Domingos? Daquele momento em que saímos da estrada que vinha de Brasília e nos deparamos com enormes chapadões e veredas que se confundiam com a linha do horizonte em meio a um entardecer encantador? Logo na primeira parada, na casa do querido Seu Antônio, sentimos o cheiro do cerrado, olhamos as marcas que aquele sol único deixa no rosto das pessoas e, ao mesmo tempo, no brilho que as dá.

Mesmo depois de viajarem de carro por 12 horas, você e o Vini sacaram rapidamente as câmeras para registrar não só as imagens, mas o espírito do cerrado; o jeito de ser das pessoas que pelo convívio com a natureza entendem mais do que ninguém os ciclos do tempo e como as nossas vidas são afetadas pelo que na cidade chamamos de natureza. Para eles, trata-se do quintal, do espaço de trabalho, da própria vida.

Naquela casa simples, mas aconchegante, em que ficamos, várias ideias vieram à nossa cabeça. “Como estamos perdendo tanto tempo com coisas bobas, enquanto tem gente aqui que nem energia elétrica quer ter em casa?”. “Como essas pessoas vivem tão bem com tão pouco e ainda têm energia para trabalhar todos os dias em tarefas árduas?”. “Qual é a diferença que eu faço no mundo passando 10 horas por dia sentado na frente de um computador?”.

Nos momentos de troca que tivemos com o Seu Osmar, pudemos abrir a mente, começar a enxergar coisas que haviam ficado para trás, em algum canto perdido entre a necessidade de vencer os desafios de uma vida pragmática e o cansaço de ser sonhador. Bem, ao término dos nossos 30, algo voltou a te incomodar – e dá uma ansiedade boa em imaginar onde isso te levou. Quer dizer, onde isso levou vocês, porque o Vini também ficou mexido.

Quem diria que numa das moradas da estiagem, lágrimas escorreriam tão facilmente dos rostos de vocês. Saindo da terra da garoa, puderam descobrir que havia um pouco de seca nos corações, como se um pouco da pedra da selva que os cercava tivesse tomado o espaço outrora ocupado pelas emoções. Foi no encontro com a terra, nossa mãe; com o sol, nosso pai; e com a biodiversidade do cerrado que nós pudemos dar um primeiro passo na direção de nos redescobrimos.

Será que estamos conseguindo nos entender, Tito? Quer dizer, ainda nos chamam de Tito? Será que você consegue ler o que você mesmo escreveu há tanto tempo atrás? Fico curioso para saber como as transformações da viagem alteraram o rumo da nossa jornada, para onde fomos e o que vivemos. Enfim, isso é algo de que nunca saberei, o que lhe dá certa vantagem, já que se tiver uma boa memória poderá juntar os dois lados da corda.

Queria saber do Vini também – espero que você saiba bem, pois imagino que tenhamos trilhado caminhos próximos. Também queria saber dos nossos companheiros de viagem e, principalmente, do Seu Osmar e da Dona Sueli. Foram 5 dias, Tito, que serviram de convite para uma outra jornada, de anos. Espero que tenhamos feito uma boa travessia.

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8/01/2016

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Tayla Sanchez

 

Um estilo de vida que vem conquistando cada vez mais adeptos. Mas, afinal, o que é o veganismo? Quem são? O que comem? Como se relacionam? Fica tranquilo que o pessoal aqui da AC vai responder essa e outras tantas perguntas que englobam esse universo, muitas vezes desconhecidos por nós, meros carnívoros.

Esse assunto acabou virando pauta constante aqui no ateliê por conta do nosso amigo, André Tito, que resolveu se engajar em torno das práticas veganas, tendo consciência de que se trata de uma mudança total de rota. Em uma conversa rápida conseguimos entender quais foram os motivos que o fizeram buscar essa nova filosofia e o que ele espera disso para o futuro.

 

O que é?

Uma forma de viver cujo principal objetivo é “quanto mais natural, melhor”. Com uma dieta baseada em alimentos do reino vegetal – como frutas, legumes, verduras e amêndoas – o veganismo abrange o combate a qualquer forma de exploração e crueldade contra os animais. Em outras palavras, além de não consumir alimentos de origem animal, os veganos não compram roupas de couro ou lã, por exemplo; não comparecem a ambientes que expõe animais, como zoológicos e rodeios; e também são contra a venda de animais de estimação.

 

Porque escolher o veganismo?

Tito sabe que ainda está muito longe de ser um vegano, pois entende que esse é um longo passo. Mesmo sem querer rótulos, afirma que hoje é mais consciente em relação aos alimentos que consome. Sua primeira experiência traumática com o assunto aconteceu em uma fazenda de abate, logo na infância, graças a uma feira de ciências do colégio em que estudava com o seu irmão mais velho, que precisou de olhos de boi para um experimento. “É uma situação dramática, dá para ouvir os bois gritando. Mesmo pequeno, eu me lembro de tudo, especialmente por ser de madrugada e ter ficado no carro esperando um bom tempo até que eles voltassem”, conta.

Embora a memória seja marcante, esse não foi um dos principais motivos para dar início à nova forma de viver. Tudo começou após assistir um documentário chamado Cowspiracy, que retrata principalmente a relação entre as mudanças climáticas e o consumo de proteína de origem animal. “Ele faz um comparativo entre a indústria da carne e outras, como a de transportes, por exemplo. Os estudos apontam que a maior causa das mudanças climáticas é a produção de proteína animal, superando em muitas vezes os vilões que mais conhecemos, como os carros”, comenta.

Entre os muitos tópicos desconhecidos do Tito até aquele momento, chamou atenção a realidade do universo em torno do pescado. “Para se ter uma ideia, para um quilo de peixe que será utilizado para consumo humano são descartados quase 25 quilos de animais mortos aleatoriamente, como tartarugas, cavalos-marinhos e tubarões”.

 

Quem são?

Ele e a esposa, Grazi, assistiram ao documentário juntos e, logo no dia seguinte, decidiram buscar uma nova forma de encarar a vida. Tito garante que é mais fácil assim; um ajudando o outro, pois as pessoas consomem tanta proteína animal que, quando decidem parar, ficam sem saber como elaborar suas refeições. A cachorrinha da família, Naná, embora tenha uma dieta baseada em ração convencional já é fã de verduras e frutas, e a ideia é que ela também possa consumir alimentos naturais, no devido tempo e com acompanhamento. Pensando no filho de poucos meses, o casal não vai forçá-lo a seguir a dieta vegana. “Queremos apenas que ele cresça com o conhecimento que nós não tivemos, mas é uma opção dele”, conta.

 

O que comem?

“Ninguém se preocupa com a quantidade de proteína animal que você consome, até o momento em que você tenta deixar de consumir”, afirma Tito.

Embora ame (muito) bacon, por exemplo, ele afirma que o paladar não pode enganar a consciência. Do ponto de vista nutricional, o consumo de proteína animal não é essencial como se imagina, pois é possível manter uma dieta rica em nutrientes apenas com alimentos naturais. “Hoje, não me vejo caminhando pelo mercado com uma bandeja de carne no carrinho. Talvez, um dia eu até faça isso, mas gostaria de ser mais forte que a vontade”, conta.

Alguns alimentos podem ser substituídos, como o queijo, por exemplo, mas Tito conta que o sabor não se compara ao tradicional, derivado do leite. Ele descobriu que o prazer não está no paladar, mas, sim, no pensamento de poder comer algo que não tenha feito mal a nenhum animal.

Aliás, você sabia que os seres humanos são a única espécie que consomem leite depois de adulto?

 

Como se relacionam?

Comer fora de casa é complicado, principalmente quando está em fase de transição, pois praticamente tudo contém leite e ovo na sua composição. No restaurante comum, o prato é composto por arroz, feijão, legumes e salada. “Um dia, o garçom me perguntou se eu queria algo a mais e estranhou quando eu disse que não. Algumas pessoas não estão preparadas para conviver com quem se propõe a não comer carne. Hoje, se eu quiser jantar num lugar legal com a Grazi temos que esquecer todos os restaurantes que íamos antes”, conta Tito.

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To be continue…

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7/01/2016

Muito Além do E=mc2

Mural - Albert Einstein

André Tito

Neste primeiro post de 2016, quero deixar uma dica de leitura para quem gosta de histórias realmente sensacionais: a biografia de Albert Einstein. Assinada por Walter Isaacson – que entre outras façanhas foi presidente da CNN e autor da biografia de Steve Jobs – a obra traz passagens surpreendentes para ilustrar uma das mentes mais brilhantes e curiosas da humanidade.

Logo de cara, o livro quebra o senso comum de que Einstein foi um péssimo aluno quando criança. Pelo contrário, desde cedo sua imaginação dava sinais da grandeza que alcançaria, evidenciando o gosto por questões abstratas em áreas como a matemática, a música e a filosofia. Entre os primeiros anos da infância (marcada por tons de introspecção) e os cabelos rebeldes que o iconizaram, há a trajetória de um homem que, por pouco, não se viu sendo “apenas” uma pessoa comum.

Especialmente para uma cultura que valoriza o herói que surge da noite para o dia, a vida de Einstein é marcada pela persistência e pelo trabalho duro. Até obter o tão desejado prestígio na Academia, ele pensou muitas vezes em desistir e seguiu adiante pela força que obtinha, principalmente, de seus amigos. Depois, quando já era uma verdadeira celebridade pop internacional, ele deu vazão à sua preocupação com o destino da humanidade, debatendo abertamente temas sensíveis para a política e reforçando suas origens judaicas.

Não. Não estamos falando de um nerd que ficava preso o dia inteiro no laboratório. As descobertas de Einstein só foram possíveis pela liberdade de pensamento, de ação e pela não aceitação das regras em vigência. Transgressor: este é um bom adjetivo para o velejador e tocador de violino mais louco do mundo da Física.

Uma aula “light” de física

De quebra, o livro traz uma série de explicações detalhadas sobre algumas das principais descobertas do século XX, da famosa equação E=mc2 às motivações por trás da bomba atômica. Se em alguns momentos o conteúdo beira o excesso da teoria, em outros permite entender como as ideias que revolucionaram o mundo surgiram.

Boa leitura, para quem aceitar a dica, e nos vemos outras vezes ao longo do ano!

Sobre o livro

Título – Einstein. Sua vida, Seu Universo.

Autor – Walter Isaacson

Editora – Companhia das Letras

Páginas – 696

Faixa de preço – Entre R$ 40 e R$ 50

 

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6/01/2016

AC Podcast #001 – Super-Heróis no Cinema

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Quem está aí do outro lado, na escuta? O time da ArteConteúdo decidiu preparar um material diferente para o Mural e, por isso, apresenta seu primeiro podcast. Entre os muitos temas que surgiram na reunião de pauta, escolhemos nos aventurar sobre a seguinte questão: por que os filmes de super-heróis são tão impactantes em termos de bilheteria? Partindo do sucesso do primeiro filme do Superman (1978), chegamos até as últimas produções de Hollywood e seus Vingadores. Tá com o fone por perto? Então, é só dar o play e curtir!

 

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5/01/2016

Jessica Jones: O Espelho da Realidade

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1/01/2016

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4/11/2015

O escritor do inatingível

Gabriel García Márques - Mural

Por Gabriel Moreno

Há certo tempo, os editores desse site e desse espaço intitulado “Mural” escreveram um texto sobre os livros que haviam marcado suas vidas.  “Terapia”, “O diário de Anne Frank” e “Grande Sertão Veredas” foram os títulos lembrados pelos colegas da ArteConteúdo. Um pouco atrasado, decidi mudar ligeiramente o formato e não escrever sobre um livro específico que me marcou, mas sobre o autor que me fez inverter toda lógica que um dia já achei que tive.

Meu escritor preferido é um desses que flutuam entre o mundo real e o mundo criativo. Que consegue tirar da palavra o peso do significado e atribuí-la uma nova visão. Um daqueles que desconstrói o mundo para fazê-lo mais bonito.

Gabriel García Márquez nasceu em 6 de março de 1927 e morreu no ano passado, no dia 17 de abril. Há um mês, foi anunciado que seria lançado um filme sobre sua vida. Acho até que já tenha aparecido em algumas telas pelo mundo, mas, no Brasil, ainda não há previsão de estreia.

De qualquer forma, essa notícia me inspirou a escrever. Tomado pela empolgação de seu filme, fui atrás de mais algumas informações, frases e curiosidades sobre sua vida, como forma de conhecer mais sobre ele e compartilhar isso com quem está à procura de um novo livro para ler, mas ainda não sabe qual.

Gabo tinha aflições das quais apenas a escrita podia salvá-lo. Medos tão humanos e tão comuns, que combinados à sua propriedade na hora de contar histórias, fazem com que qualquer um rapidamente se identifique. A escrita era sua expurgação, sua maneira de exorcizar os demônios. E pelo pouco que conheci e li de seus livros, existia um demônio maior que todos: a solidão.

O medo maior que Gabriel carregava consigo era a possibilidade de ser só. É possível enxergar isso em suas falas. Segundo ele, “não existe pior desgraça que morrer sozinho”. Essa frase combinada ao título de seu maior sucesso (Cem anos de Solidão) já mostra que a grande propriedade que o colombiano detinha para falar de assuntos tão viscerais vinha de dentro de si.

Em outra entrevista icônica, ele definiu que “todo escritor fala sempre de um mesmo tema. A única diferença é que usamos maneiras diferentes para tratar do assunto”. E ao ser perguntado sobre qual seria seu tema, ele, com um sorriso, respondeu: “Sou o escritor da solidão”.

Olhando por esse lado, fica mais claro a maneira pelas quais as coisas acontecem em seus livros. “Cem anos de Solidão”, por exemplo, é uma história bonita, mas impressionantemente trágica. Você termina o livro emocionado e orgulhoso pela maravilha que acabou de ler, mas com um vazio arrebatador pelo desfecho.

“Do amor e outros demônios”, o primeiro livro que li dele, é também uma trama trágica, na qual a solidão não deixa de se fazer presente, mas com o foco em outra grande questão: o amor não correspondido. Esse, aliás, é um tema que se repete em “O amor nos tempos da Cólera” e trata-se de uma ideia a respeito da qual Gabriel sempre teve atenção especial. Segundo ele, “a força invencível que impulsiona o mundo não são os amores felizes, mas os contrariados”.

Amor e solidão: são esses os principais temas do autor. Falar de amor para viver e respeitar a solidão, como forma de nunca a conhecer. Durante todo esse texto fiquei pensando se consegui vender bem o peixe de Gabriel e ser persuasivo para fazer você, leitor, se interessar por ele. Mas pensando nos dois temas que citei acima e que Gabo destrincha em seus romances, acho que motivos não faltam para a sua curiosidade aflorar e você ir logo atrás de um dos livros do maior escritor do século XX. Para mim, o maior escritor da história.

Gabriel Moreno Senaha é estudante de jornalismo e assistente de Conteúdo na AC. Virginiano de feriado, é daqueles que gosta de observar as coisas e escrever sobre elas sempre que a criatividade permite. Por aqui, você vai vê-lo falar de cultura, histórias, esportes e, até mesmo, arte e conteúdo.

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28/10/2015

O mundo está perdido e nem a saideira nos resta

Por Gabriel Moreno

Quando pequeno, achava que o mundo estava perdido simplesmente por conta das propagandas de supermercado que, na época, anunciavam a oferta da cerveja: “Brahma ou Antarctica, lata, por apenas 93 centavos! ”

- Que absurdo! A cerveja custa menos de R$ 1 e está mais barata do que a água São Lourenço!

Reclamava com a minha avó, que apoiava a minha tese:

- Isso é para os bêbados beberem mais! – ela dizia.

Mal sabia eu que, anos mais tarde, estaria tomando Antarctica Sub-Zero, em pleno Carnaval, a R$ 2,50 e ainda dizendo que “não era uma cerveja tão ruim assim”.

Os tempos mudaram e o mundo, realmente, não estava perdido por causa da cerveja barata (que, depois, ficou bem cara). O que se perdeu foi uma barriga ainda sem pelos e com quase nada de gordura. Ela foi substituída por uma pança de respeito, que gera aflição na minha mãe, mas provoca orgulho no meu sogro: “êta, aposto que nessa barriga de chope só tem marca boa, hein?!”. Não cheguei a comentar da Sub-Zero e disse que “a gente faz o possível para se manter em forma, né? Mas quem resiste a uma Heineken gelada? ”.

O que se perdeu também foi o dinheiro que sobrava da mesada no fim do mês e que agora virou um salário que some em pouco tempo de bar.

Perdeu-se também uma amizade que durava desde o tempo em que eu achava o preço da breja absurdo. A minha amiga ficou meio brava quando a cerveja (não fui eu, juro) disse, na lata, que o namorado dela era um idiota.

Mas o que se perdeu de mais valioso foi a esperança de que, um dia, o preço voltaria ao que conheci com uns 10 anos. Que saudade! Como fui bobo! Acho que isso nunca mais vai voltar.

O que me resta, agora, é não reclamar do preço, mas esquecer de todos problemas. Bebendo. Enquanto nenhuma manifestação séria tomar a Paulista com cartazes escritos: “Abaixo o preço da cerveja! ”, a solução será pagar pelo Litrão caro do bar, enquanto discuto com os amigos que ainda me restam, se o mundo está ou não perdido.

Gabriel Moreno Senaha é estudante de jornalismo e assistente de Conteúdo na AC. Virginiano de feriado, é daqueles que gosta de observar as coisas e escrever sobre elas sempre que a criatividade permite. Por aqui, você vai vê-lo falar de cultura, histórias, esportes e, até mesmo, arte e conteúdo.

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